22 de abril de 2017

A (vossa) fita

O meu blog anterior servia para mil e uma coisas, teve trezentas caras e imensas publicações que com o tempo iam deixando de fazer sentido. Mas tinha uma coisa que eu gostava: as visitas que recebia, o número dos comentários e o número de seguidores que tinha. Posso dizer que estava realmente perto dos 1000, os tão desejados mil que eu queria. Quando comecei a pensar no que realmente me importava, não eram esses números, mas sim o apoio das pessoas que gostavam de mim. Percebi que os números eram grandes e que isso nem sempre é bom, então quis começar de novo.

Decidi criar este blog exatamente no momento em que novas fases começaram: a mudança do secundário para a faculdade, o início do meu namoro com o Hugo, o aceitar de várias coisas que me tinham acontecido… Na altura pensava que preferia começar totalmente de novo, sem nenhuma publicação da minha vida antes disso e foi o que fiz, mas, mais tarde, fui reavivar publicações do blog anterior para este. Ficaram e continuam cá, mas sei que o meu novo início foi nesse mesmo dia: 21 de setembro de 2014. E desde aí, os seguidores foram crescendo, os comentários igualmente, os laços foram-se criando e o “à vontade” e o conteúdo foram nascendo.

Posso, finalmente, dizer que esta minha “casinha” está a meu gosto, os “convidados” são os que eu quero ter e que estou realmente muito feliz com o que me tem acontecido por cá e tudo o que isto me traz e me faz sentir e ser.

Durante todo este tempo, fui partilhando as minhas experiências, as minhas vitórias, as minhas derrotas, os meus objetivos, as minhas metas conseguidas e não conseguidas, os meus pensamentos, os meus amigos e falta deles, as minhas dicas, o meu estudo. Partilhei tudo o que pude, o que consegui e o que me lembrei de fazer. 

No ano passado, por volta desta mesma altura, a Inês teve uma iniciativa que eu adorei. Ela abriu uma página para nós, os leitores, “escrevermos na fita dela”. E eu quero fazer o mesmo. Basicamente, ela guardou uma fita exclusivamente para os seus seguidores, e todas as palavras que lhe foram ditas, ela escreveu na fita.
Na altura, eu levava as fitas com um tom menos sério que agora e pensei “não vou escrever nada, provavelmente nem sou uma das pessoas que ela quer que escreva”, então não lhe dediquei nada, nenhuma palavra. Ia escrevendo e pensando “hm não”, e voltava a apagar. Depois, a Inês escreveu uma publicação sobre a fita, sobre todos os que tinham escrito, e sempre que eu via fotos das fitas dela pensava “bem que lhe podia ter dito algo”. 

Até hoje sinto-me “arrependida” por não lhe ter dito nada, porque, com o passar do tempo fui valorizando as coisas que as pessoas nos dizem e nós nem sempre damos valor. Perceber um pouco a maneira como as pessoas nos veem, dá-nos novas perspetivas acerca de nós próprios e agora que estou no último ano e começo a pensar em entregar as fitas, lembro-me da Inês, que quis eternizar as nossas palavras nas fitas dela.

Sempre que eu digo algo sobre a faculdade no Twitter, ou até aqui, vocês dão-me sempre um pouquinho de força. O meu coração aquece um pouquinho mais, sempre que vocês me dizem algo e percebo que realmente nada era igual se eu não tivesse este blog. Não me sentia igual, não tinha tanta força nem motivação, não pensava que realmente há pessoas no mundo que me ouvem, leem e que gostam de mim sem eu me esforçar um pouquinho que seja para tal.

Este último ano está a ser o mais complicado para mim, pelas mais variadas razões, que muitas delas partilho por cá, e a falta de palavras amigas só se preenche quando leio os vossos comentários. 
Até dezembro pensei sempre “o que vou eu fazer para o cortejo? Que vontade tenho?”. Via toda a minha família e amigos entusiasmados e eu só conseguia pensar na falta de vontade que eu tinha. A minha mãe e a minha irmã, que juraram faltar no dia seguinte ao trabalho e à escola só para me verem até ao fim, só para verem o meu último cortejo, o meu ano de finalista, o passar da tribuna perceberam desde o início que eu realmente não me importava se ia ou não, para mim era um tanto faz redondo. Mas agora tudo me está a bater: o facto de ser mesmo o último da licenciatura. Tudo o que conquistei ia-me passar ali à frente dos olhos. Desde o primeiro cortejo, naquelas escadas do tribunal (que tanto me avisaram que me iam fazer chorar), a cantar pela casa e pelas pessoas que me acolhem durante esse ano, as lágrimas caem enquanto penso em tudo o que passei desde Setembro: as vezes que eu achei que ia falhar e me surpreendi, os esforços que fiz, as vezes que deixo de acreditar em mim e volto a fazê-lo com mais força. Tudo me passa pela cabeça.

Por isso, a vocês, tenho que vos agradecer de todas as maneiras possíveis e imaginárias e, agora, que estou no final desta nova fase que me fez criar o blog (a faculdade), quero que façam também parte disto. Vocês que sempre me deram força para continuar até ao fim, que ainda que não me conheçam, que não sejamos amigos há anos, fazem com que tenha um carinho inexplicável por vocês e por este cantinho. Este ano, ano em que sou finalista e que começo a andar com as fitas atrás de mim, quero que me passem toda a força que me dão momentaneamente, mas desta vez para ficar escrito e recordado permanentemente.

Espero que não pensem o que eu pensei quando a Inês fez isto, porque eu quero mesmo mesmo mesmo mesmo as vossas palavras. De todos vocês. Não são obrigados, de todo, mas quero deixar claro que todos são importantes para mim e têm um espaço nesta fita, seja ele pequeno ou grande – o que ficará a vosso critério – mas que o têm. Espero que este ano, quando estiver nas escadas do tribunal, com a pasta na mão, perceba que posso chorar à vontade, porque está a acabar e todos os que estão nas minhas fitas estiveram comigo desde o início: a minha família, o meu namorado e a sua família, os meus colegas e amigos, os meus professores e VOCÊS. Todos vão estar comigo naquelas escadas, naquele momento que, assim como as fitas, irei guardar para sempre.

A página para as vossas dedicatórias já está aberta e ficará até ao fim do dia 6 de maio: dia em que tenho de anexar as fitas à pasta. Obrigada a todos: seja o “todos” uma, cinco, dez ou cem pessoas.

19 de abril de 2017

5 blogs parte I


Depois de pensar nas possibilidades de posts que vos poderia trazer que não só me enchessem as medidas a mim como a vocês, decidi trazer 5 blogues portugueses que adoro seguir e, certamente, vocês também vão gostar de conhecer (se já não conhecem!)
Como não me consegui ficar por 5 blogues apenas, decidi não apagar os restantes que tinha inserido, mas sim passá-los para uma segunda e uma terceira publicação.
Então, os primeiros 5 blogues são os seguintes:

13 de abril de 2017

Coisas que gosto sobre a Primavera (GC 015)


Passado algum tempo, o Gratitude Challenge voltou. Apesar de não ter postado nada desde a 10ª semana, continuei a escrever durante essas 5 semanas que não publiquei no blog, mas por muito que quisesse, nem o texto me agradava, nem o tempo era meu amigo.

Hoje, como pedido na 15ª semana, trago as coisas que gosto sobre a primavera.

O tempo. O facto de não estar sempre imenso calor ou imenso frio, o tempo que nem sempre é previsível, mas é sempre minimamente agradável, o meio termo. Com o tempo vem o sol. Sempre que este aparece é um boost de energia, de alegria, de vontade de viver a vida e fazer tudo e mais alguma coisa. Para este tempinho, a roupa também é uma das coisas que mais gosto na primavera: é mais prática, mais leve, não ando descapotável, mas também não ando de gola alta, cachecol, casaco como se fosse para a Serra da Estrela e mil outras coisas. É tão mais fresco, tão mais bonita. Podemos usar tons florais, cores claras, tudo. As flores pelo caminho também são um up up. Como não adorar passar por jardins coloridos, ou até menos: um passeio simples com algumas flores plantadas. Dá logo outro ar às ruas e dá uma alegria passear. Por fim: o horário de verão. Anoitecer mais tarde, serem 20h e ainda estar um céu azul claro, ou serem 19h e ainda conseguir levar com raios de sol na cara. Adoro todo este tempo, todas estas sensações, tudo.

5 de abril de 2017

Mais de 1000 razões para ser feliz 010


O facto de haverem mais de 1000 razões para ser feliz.

Parece que nem sempre percebemos, ou não queremos perceber, mas há tantas razões para sermos felizes e nem sempre valorizamos isso. Temos de aprender a viver com o que nos é dado, em vez de desejarmos outras coisas que não nos pertencem.
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