24 de janeiro de 2017

Família e um membro da família (GC 004)


A minha família é o meu maior orgulho. Fui criada pela minha mãe (atrás de mim na foto) e pelos meus avós (a minha avó está quase no centro), com a ajuda da minha madrinha (de preto com a bebé) e dos meus tios (o meu tio está ao lado dela). Cresci com os meus primos e os novos que chegaram foram-me acompanhando assim como eu os acompanhei a eles. A minha irmã  (no lado direito da foto) nasceu quando eu tinha 4 anos e só nos começamos a dar muito bem há pouco tempo. Os meus primos (a Raquel, que está de azul e o Nuno, que está na Holanda) sempre foram figuras importantes para mim porque eram os mais velhos, os que já tinham namorados, já saíam várias vezes, já podiam escolher a roupa que iam levar, já compravam coisas para eles quando queriam, já passavam férias com amigos, ... e eu ainda andava agarrada às pernas de toda a gente. Com isto, veio o Miguel (de óculos atrás da minha madrinha), que é namorado da Raquel. Ajuda-me em tudo o que tenha a ver com tecnologia e encomenda-me coisas online (para que mais serviria??). Começaram a namorar quando eu tinha 4 anos e até agora já conquistaram tanta coisa juntos. Duas delas foram a Lara (de rosa do lado esquerdo) e a Ariana (a bebé ao colo da minha madrinha), que eu agradeço imenso por existirem. A Lara nasceu em 2010 e foi, para além da minha irmã, a primeira bebé que acompanhei o seu crescimento. É, cada vez mais, uma miúda simpática, amorosa até dizer chega, e chatinha também, mas não me queixo por nada. A Ariana nasceu em Abril e já me deixa babada sempre que estou com ela. Cada vez mais sorridente e amorosa. Antes delas, nasceu o Gustavo (de azul, por baixo de mim), é filho do Nuno e nasceu na Bélgica. Só o conheci quando ele já falava e andava de um lado para o outro, mas não deixa de me orgulhar. A minha madrinha sempre fez tudo por mim, assim como o meu tio que diz que, para ele, sou a filha que ele nunca teve. Ambos me mimam até ao limite e fazem de mim uma mulherzinha sempre que falam comigo. A minha mãe é a mulher mais forte que conheci, a pessoa mais madura e pela qual eu agradeço sempre; a minha irmã é a minha melhor amiga e nada me deixa mais feliz e satisfeita que a nossa atual relação. Aos meus avós eu agradeço por tudo o que fizeram por mim e, estes sim, são por quem mais grata sou. Ao meu avô, por ter estado na minha vida até um terrível ano que o tiraram de nós, mas que até lá não se cansou de me educar, de me dar tudo ao que eu tinha e não tinha direito e por me ter feito ver o valor que eu tinha. Por me ter defendido sempre, mesmo quando eu não tinha razão, por ter sempre mostrado o orgulho que tinha em mim, que foi o que me trouxe tão longe. E, mesmo não estando comigo, é quem não me deixa desistir do que estou a conquistar. Não acredito, de todo, em Deus, principalmente agora que não o tenho comigo, porque tenho a certeza que se Deus existisse, não o tirava de mim tão cedo. Quando era mais pequena e toda a gente me impingia tudo que da igreja se tratasse, me "obrigavam" a rezar antes de adormecer, ou diziam que eu tinha que andar na catequese, ele foi o único que me disse que eu acreditava no que eu queria, porque ele também não acreditava em Deus desde que começou a perder as pessoas que mais lhe importavam. Também não sei se acredito que há vida para além da morte, mas espero, mesmo mesmo mesmo, que um dia volte a estar com ele.


À minha avó, ao meu amor maior, à minha pessoa: não tenho como agradecer nada nada nada que tenha feito por mim. Desde o lanchinho até às coisas "maiores" que me deu. Desde o biberão com leite que me levava sempre à cama de manhã, até me ter dado a oportunidade de continuar a estudar. Desde o tecto, comida e amor que me deu, até aos passeios que, muito de vez em quando, fazemos. Desde o "vai lá comprar aquela peça de roupa", até à roupa lavada e passada que me dá. Desde a preocupação de sempre, até à liberdade de hoje.
Sei que, se não fosse ela, hoje poderia não ter metade da educação que tenho, não seria tão mimada, não teria metade das coisas materiais que tenho, nem tão pouco teria um cantinho onde passar o fim-de-semana e as férias descansada com todo o mimo e simpatia que só ela me consegue dar.
Hoje luto por ser alguém melhor, para lhe retribuir com tudo o que fez por mim. Faço o que posso e não posso para acabar o dia/semana/mês/ano e saber que deixei a minha avó, em algum momento, feliz e orgulhosa por mim.
Vou-te sempre dar beijinhos repenicados para ganhares cócegas e ouvir-te rir, porque o teu riso é o melhor que posso ter ao final do dia.

9 comentários

  1. É tão bom quando se tem orgulho na nossa família!! Deixa-me triste quando vejo pessoas que não têm

    Beijinhos
    That Girl

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  2. a família é uma das coisas mais preciosas que temos! e é incrível a maneira como falas da tua! :)

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  3. Ter uma família assim é sem dúvida de dar muito valor!! :)

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  4. Aproveita-os a todos Dani com muito amor e carinho! Quanto à tua avó, de certeza que não espera que lhe retribuas tudo o que te deu, pois, fê-lo com todo o amor, faz apenas por gozar bem todos os segundos, minutos, dias, momentos, abraços, beijinhos.
    Fico tão feliz que tenhas onde te sentir em casa :)

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  5. Adorei "conhecer" a tua familia e é tão bom este carinho!

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  6. É bom termos uma família assim tão unida!
    Gostei muito do teu blog, irei te seguir certamente :)
    with love, KATE ❤

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  7. Só consigo dizer: que bonito, que bonito, que bonito e que bonito. Tanto amor, tanta pureza, tanta genuidade. Que bonito.

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  8. Bonita dedicatória, Daniela. É de deixar um brilhozinho nos olhos. Certamente que se orgulham muito de ti :)

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