30 de setembro de 2015

♥ one year

Um ano passou e consigo lembrar-me de tudo com clareza, consigo lembrar-me da cor da camisola que tinhas vestida, de cada sitio onde paramos, da color run, das voltas que demos, das tuas expressões, de nos rirmos do GPS.. Há um ano atrás, deixei tudo o que tinha para me dedicar a ti e para te fazer feliz. Lembro-me de me queixar da praxe e pensar em estar calada porque podias-me deixar por ser tona ou medricas, de ter começado a exigir mais liberdade por ti e para estar contigo porque podias-te fartar de mim por não conseguir sair quando querias, de começares desde sempre a fazer o que eu dizia que era melhor, de te preocupares sempre comigo, de dizeres que estavas "com a Daniela" à tua mãe sem ela saber quem eu era, de os teus amigos saberem das coisas e terem torcido por ti e quererem-me conhecer nesse mesmo dia, do que senti quando começamos a falar, do que senti quando estive contigo, do que senti quando falamos e quando nos sentamos e até quando me pediste em namoro.

24 de setembro de 2015

Mudanças

Mudei o nome, o url e o aspecto do blog. O anterior (o chão que pisas sou eu) veio de arrasto com o antigo e era algo que já não fazia sentido para mim por isso mudei para Traffic in the Sky, por ser uma música do Jack Johnson, porque para além de vida aérea faz-me lembrar constelações e porque, de alguma forma, trânsito faz-me lembrar do Hugo e céu do meu avô. Há muito que andava há procura do "título perfeito" e este foi o mais próximo disso que encontrei (e eu que estivesse 100% bem com alguma coisa... Era de admirar).
E porque isto já me aconteceu uma vez (e não quero mesmo que volte a acontecer), ninguém tinha o meu feed atualizado no painel do blogger por eu ter mudado a url. Se não viram este post no vosso painel, peço-vos para deixarem e voltarem a seguir de novo.

6 de setembro de 2015

Perguntas

Com estas atualizações no facebook sobre as colocações, lembrei-me de como estava há um ano atrás, com o medo que tinha e todas as perguntas que pairavam na minha cabeça sobre como ia ser isto ou aquilo e tinha vergonha de perguntar a quem quer que fosse, via tags sobre a faculdade mas não me respondia a muitas das minhas dúvidas. Por isso, embora não seja expert nenhuma, aqui estou a pedir-vos para que me façam as vossas perguntas (óbvio que pode até nem ser sobre a faculdade) para que eu vos responda e me sinta útil, mas também para aquelas pessoas que não conhecem ninguém a quem possam perguntar (ou que têm demasiada vergonha) ganhem uma oportunidade para esclarecer dúvidas.

4 de setembro de 2015

Sobre a praxe

Um dos maiores medos que todos os estudantes que vão entrar para o 1º ano têm, é a praxe. Eu não conheço pessoas que gostem um bocadinho da praxe. Eu conheço pessoas que adoram ou que odeiam a praxe. Não há meio termo.
Embora (para uns injustificavelmente) muito criticada, na minha opinião, só devia ser criticada por quem a vive. Não há duas faculdades com praxes iguais, com doutores ou veteranos iguais e muito menos com caloiros iguais. É diferente em todo lado.
Comecei a minha vida de caloira no ano passado, pouco depois de muito se falar da tragédia do Meco. Na altura em que via isso na televisão não estava preocupada com o que iria ser a minha vida porque pouca vontade tinha de ir para a faculdade.
No primeiro dia, fui uma tarde inteira à praxe e senti tanta coisa misturada que assim que cheguei a casa desatei a chorar. Eu detestava que berrassem comigo, que tentassem mandar em mim e não estava com a mente suficientemente aberta para estar ali. Pensei novamente se haveria de continuar ou não e só voltei na semana seguinte, a de receção. Foi a melhor decisão que tomei desde que entrei na faculdade, pois foi aí que vi que a praxe não é só berros e sentir-me inferior a toda a gente, mas também é fazer amizades e sentir uma grande união e companheirismo.
O discurso que ouvi todas as semanas durante este último ano, entrou finalmente na semana da queima. Na semana do cortejo, da serenata… Aquele discurso que é suposto sermos uma família, que temos que nos orgulhar e honrar a faculdade fez sentido na última semana, quando vesti o traje, porque “o traje não se veste, sente-se”.

Para os caloiros deste ano:
  • Experimentem
    Não digam não à praxe sem terem posto lá os pés. Não digam que não só pelo que vêem ou ouvem de fora.
  • Mente aberta
    As “ordens” que vos dão, ou melhor, a praxe que vos dão não são para vos inferiorizar. À partida já sabem que há uma hierarquia (só em momentos praxisticos, mas há), logo, uma praxe não será para reassumir isso. É difícil aceitar que há ali alguém a tentar mandar em vocês e a impor respeito, mas é esse respeito que vos vai ajudar a crescer ao longo do ano. Os mesmos que te berram são os que te vão fazer perceber que não és inferior nem superior a alguém. És tu e estão todos ao mesmo nível (no final, claro, caloirinhos estão sempre no fim da hierarquia ahah)
  • Não pensem que a praxe é um passaporte
    Porque não é. Não vos vai dar para se darem bem com toda a gente, ou para o ano vos correr melhor.
  • Não façam obrigados
    Façam porque querem, porque gostam, mas nunca por obrigação.
  • Não pensem que vão ser excluídos
    Se não gostaram da praxe da vossa faculdade, saiam, ninguém vos obriga a estar ali, como disse. Se não se sentem bem, saiam. Se não gostam do que sentem, saiam.
  • Não se “acanhem”
    Ninguém manda em vocês, se não gostam, não querem ou não podem fazer algo, digam.
  • Não tenham medo
    Esta é das mais importantes. NÃO TENHAM MEDO DE NINGUÉM. Os doutores não são nenhum bicho papão. Se vocês mostrarem medo, vão-se concentrar mais em vocês, ou para vos assustar mais, ou para vos fazer perceber que não há razões para isso.
  • Os doutores não são bichos nenhuns
    Como disse anteriormente. Eles estão lá para vos ajudarem, para serem a vossa nova família. Não para vos assustarem e vocês fugirem deles a sete pés.
  • Respeito
    Quando digo para não haver medo, isso traz uma nota óbvia ao lado: tenham respeito. Lá por não terem medo não quer dizer que tenham que faltar ao respeito porque não vão ser penalizados por isso. Os doutores/veteranos são pessoas como os caloiros que exigem respeito sendo que, à partida, também vos respeitam.
  • Não tenham vergonha
    O que vocês estão a passar, os vossos colegas também estão. Não tenham medo de fazer figuras ridículas.
  • Saibam escolher
    A vossa família de praxe (padrinhos e irmãos) vai ficar convosco até ao fim. Saibam escolher. Não escolham por serem bonitos ou porque todos gostam. Escolham porque sabem que se preocupam e vos vão ajudar em tudo, serem as vossas bases, os vossos amigos. No final de contas, esta vai ser a vossa família. Vocês são privilegiados por poderem escolher. Não errem.
  • Vivam
    Se optaram por continuar, vivam t-o-d-o-s os momentos que a praxe vos proporciona, sejam as praxes mais simples, as músicas da faculdade, a semana de receção, sejam os confrontos com outras universidades, o cortejo, a queima, as serenatas, as praxes noturnas, porque o ano de caloiro é o melhor ano da faculdade! Aproveitem!
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